
(Origem da imagem: Facebook)
Quem o diz é João Robal de Carvalho, num comentário ao texto recentemente publicado neste Blogue sob o título Excertos do legado do Prof. Magalhães Godinho, relativo à sua luta contra o AO90, desde a apresentação do primeiro projecto de acordo, em 1986
E diz mais:
«Sim, é verdade que o chamado 'acordo' já deveria ter sido revogado expressamente por documento idêntico e pela mesma identidade (Conselho de Ministros/ PM) que fez dar força 'legal' a esta ilegalidade, para ser presente ao actual PR e este dar o golpe final para 'limpar' da Ordem Jurídica portuguesa esta mancha negra de ditadura nascida em plena democracia nas costas de todos os portugueses.
A Língua Portuguesa não faz parte de qualquer negócio nacional a ser tratado entre políticos portugueses e outros políticos de qualquer Estado, sem que o povo em geral e, os mais entendidos em especial, dêem o seu aval e o seu parecer especializado, pois trata-se de património nacional.
Os pontos de vista do Prof. Vitorino Magalhães Godinho – VMG, apresentados por sua filha e trazidos pela Isabel ao seu Blogue ‘olugardalínguaportuguesa' são elementos vindos de um homem de cultura, Ministro que foi da área e bem conhecedor do valor da Língua Portuguesa.
Desde 1986, por me ter apercebido da vontade de entidades brasileiras ser grande e urgente em alterarem algo na Língua Portuguesa fui acompanhando através da TV as reacções que iam surgindo e notei a reacção do Prof. Graça Moura, mais conhecida, talvez pelo maior acesso à TV, e também do Prof. VMG, através de outros meios de comunicação social, mas com menor enfase. Não conhecia o trabalho apresentado por sua filha e agora trazidos pela Isabel ao seu blogue.
São elementos muito sólidos que podem ajudar a fundamentar e fazer parte de futuro trabalho a apresentar a entidades (AR, PM e PR) que contribuam para o desmantelamento deste nó criado no escuro, que tanta confusão e empobrecimento cria na cultura portuguesa. Portugal é o titular da Língua Portuguesa como base do seu património cultural e esta não pode ser alterada por forma a que sirva outros interesses que não sejam os interesses portugueses.
Isabel, gostei deste seu trabalho e os pontos de vista do Prof. VMG podem contribuir para um forte contributo e justificação com vista à destruição do dito.
João Robal de Carvalho
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Exactamente, João Robal de carvalho
Se o medo de fazer papel ridículo não impedisse os (des)governantes de Portugal de reconhecer o erro que é prostrarem-se aos pés de um país estrangeiro, que quer porque quer vir mandar na Língua de Portugal, este “acordo”, que nunca o foi, já teria sido anulado, e o Presidente da República Portuguesa estaria a escrever CORRECTAMENTE a Língua do País que diz representar, e NÃO representa enquanto estiver rendido a quem nos quer tramar, através do nosso maior símbolo identitário: a nossa Língua Portuguesa.
Isabel A. Ferreira