
Conto-as às centenas e mais centenas e mais centenas. As vozes da razão. O que expressam está publicado neste novo site do Blogue «O Lugar da Língua Portuguesa», e no seu antigo alojamento no SAPO BLOGS, ainda online; no Facebook, em diversos Grupos anti-AO; e em variadíssimos outros lugares onde se grita contra esta afronta, este insulto, esta aberração que veio reduzir à sua forma mais básica uma Língua com séculos de existência, e que estava ao nível das mais relevantes Línguas indo-europeias. Não está mais.
Bastou um clic para nos imporem uma linguagem empobrecida, mutilada, incongruente, que nada tem a ver com Portugal.
Não há nenhum Português, com os neurónios a funcionar adequadamente, que seja a favor de tamanho enxovalho.
Portugal e os Portugueses Pensantes aguardam que o BOM-SENSO bata à porta do Palácio de Belém e do Palácio de São Bento e quem lá manda faça um acto público de contrição, peça perdão principalmente às crianças e aos jovens portugueses, os mais enganados e prejudicados por esta sórdida invasão político-linguística, anulem o mostrengo ortográfico e reponham a Língua de Portugal, para que não se tenha de passar a vergonha de os alunos portugueses regredirem VINTE ANOS na avaliação internacional (PISA - Programa Internacional de Avaliação de Alunos), nas três áreas avaliadas - Ciências, Matemática e Leitura.
Porquê isto?
Por algo que ninguém ousa tocar: a Língua Portuguesa, o Português, a Língua de Portugal, o PILAR de todo o Ensino, no qual os alunos têm de assentar a sua aprendizagem e comunicar os ensinamentos que recebem.
Se a linguagem estiver empobrecida, esfarrapada, mutilada, incongruente, muitas vezes de uma parvoíce gigantesca (ótico-óptico; pára-para; espetador-espectador; aspecto-aspeto; excepto-exceto, entre centenas de outros vocábulos) como os alunos poderão dar provas de uma boa prestação escolar, se nem sequer Ler, Escrever e Falar sabem?
Já é mais do que tempo para pôr ordem na desordem, e sair da mediocridade, da pobreza extrema em que se encontra o Ensino em Portugal. Passaram apenas 14 anos, desde que os políticos impingiram o AO90, em 2012. Catorze anos não são séculos, por isso, há que reverter esta vergonhosa política da ignorância, para que Portugal recupere o prestígio escolar de outrora.
Isabel A. Ferreira