O Lugar Da Língua Portuguesa

«Novo acordo ortográfico é uma humilhação monstruosa e ilegal», afirma o jornalista Octávio dos Santos, em entrevista ao jornal “O MIRANTE”

Foto O MIRANTE

«Octávio Pato dos Santos fez um percurso pelos principais órgãos de comunicação nacional do país e publicou várias obras, a última reunindo os principais discursos de Abraham Lincoln. Nesta conversa com O MIRANTE fala do estado do jornalismo, da inteligência artificial, da imprensa regional, de história e de Alverca e do Sobralinho, terras que lhe dizem muito.» (Introdução à entrevista dada a “O MIRANTE”).

No seu Blogue https://octanas.blogspot.com/, a este propósito, Octávio dos Santos refere: «Recordo que esta é a segunda entrevista que concedi a’O Mirante. A primeira, em que tive como interlocutora Jéssica Rocha, foi publicada há quase dez anos, mais precisamente a 12 de Outubro de 2017; então o principal pretexto para a conversa foi a apresentação cinco dias antes, a 7 de Outubro e no Núcleo Museológico de Alverca, daqueles que eram à data os meus três livros mais recentes. Esta que agora se divulga resultou da sessão solene de entrega de galardões de mérito no âmbito da celebração do Dia da Vila do Sobralinho a 4 de Junho último, em que eu fui um dos distinguidos.»

Endereço os meus parabéns a Octávio dos Santos, por esta bem merecida distinção.

Desta entrevista destaco a parte em que ele se refere à luta que temos em comum, dando o nosso contributo para que a anulação do AO90 seja concretizada, o mais urgentemente possível, para bem da soberania de Portugal (actual e futura) e da Literacia das próximas gerações, principalmente da actual geração, prenhe de analfabetos funcionais, situação absolutamente reversível, logo que a inteligência assente arraiais, no Gabinete do Presidente da República e no hemiciclo do Palácio de São Bento.

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«Octávio Pato dos Santos, jornalista e escritor do Sobralinho, é um homem numa missão: lutar contra o novo acordo ortográfico e sensibilizar a comunidade para o quão prejudicial é para a cultura portuguesa e o futuro da nossa escrita. “Não estou sozinho nesta guerra contra o acordo ortográfico, é uma opressão monstruosa e ilegal e é isso que me espanta mais, o facto de estar há muito a destruir a cultura deste país e ninguém parecer importar-se com isso”, lamenta a O MIRANTE.

O novo acordo, considera, impôs uma aceitação passiva de uma mudança que, na sua óptica, não trouxe os benefícios prometidos. Cedemos ao sonho de captar mais leitores no Brasil, mas isso não resultou. Foi uma quimera que nos venderam”, defende. Para o jornalista, as diferenças entre o português europeu e o do Brasil não se resumem à ortografia. É sobretudo sintaxe. Em questões de vocabulário somos muito diferentes. Odeio este novo acordo”, critica, elogiando O MIRANTE por ter sido dos jornais que, desde o primeiro momento, recusou adoptar a nova grafia. “Uma das coisas porque gosto tanto de O MIRANTE é precisamente o facto de sempre se ter rebelado contra o novo acordo e ter defendido a antiga grafia. Foi um acto de coragem”, elogia.

A defesa da língua está directamente ligada à forma como encara o jornalismo. “Um jornalista que não gosta de ler e escrever não se pode intitular jornalista. Até pode, só que convém gostar de ler e de escrever, e bem”, avisa.»
 

Entrevista completa aqui.

Isabel A. Ferreira

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